Noticias do Mercado
Veja abaixo as principais notícias do mercado de planos e seguro saúde
 
SulAmérica é eleita a seguradora do ano
Golden Cross planeja dobrar atuação no mercado paulista
Assistência à saúde, um mercado de R$ 23 bilhões
Medial leva Amesp Saúde por R$ 253 milhões
Medial Saúde cresce com abertura de capital
De olho nos custos, planos investem em prevenção
Variedade de planos é o forte da Amil
Golden Cross, pela saúde do Pan 2007
Plano de saúde sobe até 9% este ano
 

 

SulAmérica é eleita a seguradora do ano

A SulAmérica foi eleita a Seguradora do Ano no mercado paraense pelo Sincor - PA. A escolha foi realizada por meio de votação de profissionais da região, associados ao sindicato. A entrega do prêmio ocorrerá hoje em um jantar para cerca de 350 pessoas, no hotel Hilton Belém, salão Karajás. Em sua 11ª edição, a homenagem contará com a presença de Carlos Alberto Trindade, vice-presidente de vendas e marketing da SulAmérica, José Henrique Pimentel, diretor varejo região norte-nordeste e Aumilto Silva, superintendente da sucursal de Belém.

Fonte: Seguros.com

Assistência à saúde, um mercado de R$ 23 bilhões

Os planos de saúde empresariais respondem atualmente por 70% dos beneficiários, os 30% restantes ficam para os planos individuais. E os contratos têm garantia de assistência a todas as doenças reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde.

De acordo com estimativas da ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar, agência reguladora vinculada ao Ministério da Saúde, o setor reúne mais de duas mil empresas operadoras de planos de saúde para atender a mais de 44,7 milhões de consumidores, ou beneficiários, como eles costumam dizer, dos quais 82,7% são planos médicos e 17,3% planos exclusivamente odontológicos. Os planos empresariais são a maioria, respondem por 70% dos beneficiários, os 30% restantes ficam para os planos individuais. O ecossistema do setor também engloba dezenas de milhares de médicos, dentistas e outros profissionais, hospitais, laboratórios e clínicas. O setor movimenta mais de R$ 23 bilhões por ano.

O mercado de planos de saúde no Brasil começou a se desenvolver na metade da década de 50, quando empresas do setor público reverteram recursos próprios e de seus empregados para financiar ações de assistência à saúde. Mais tarde, a assistência médico-hospitalar foi incluída entre os benefícios oferecidos aos funcionários das recém-criadas empresas estatais. No setor privado, as indústrias do ramo automobilístico, sobretudo as estrangeiras, foram as primeiras a implementar sistemas assistenciais. Essas empresas vieram preencher uma lacuna deixada pelo atendimento público de saúde. Na década de 60, os convênios médicos entre empresas empregadoras e empresas médicas (cooperativas médicas e empresas de medicina de grupo), mediados pela Previdência Social, ganharam um impulso, mas não havia ainda leis que a regulamentassem.

O mercado se expandiu e, em 1988, a Constituição Federal, além de estabelecer a atribuição do Estado de assegurar o direito à saúde dos cidadãos pela criação de um sistema nacional de saúde, garantiu o setor de assistência médico-hospitalar e permitiu a oferta de serviços de assistência à saúde pela iniciativa privada, sob o controle do Estado. Condicionada no texto constitucional a uma estrita regulação do Estado, a participação da iniciativa privada no sistema de saúde brasileiro envolveu dez anos de negociações no Congresso Nacional até ser definida pela Lei 9.656/98. 

Fonte: Diário do Comércio

Medial Saúde cresce com abertura de capital

A Medial Saúde fez sua estréia na Bolsa de Valores de São Paulo no ano passado e comemorou os bons resultados alcançados. O seu faturamento foi de R$ 1,13 bilhão, 32% maior do que o registrado em 2005, de R$ 857 milhões. A carteira de clientes chegou a 950 mil beneficiários em dezembro, um crescimento de 19%. Desses, 67% são médias e grandes empresas, 12% micro e pequenas empresas e 21% são planos individuais, para pessoas físicas.

Em novembro de 2006 a Medial inaugurou o Hospital Alvorada Taguatinga em Brasília. Foi a primeira unidade hospitalar fora de São Paulo e marcou o início de uma nova etapa de expansão da Rede Própria Medial Saúde. Em dezembro, a Medial comprou a operadora odontológica E-Nova. Em fevereiro de 2007, inaugurou quatro centros médicos na cidade de São Paulo em fevereiro: Centro Médico Santa Cruz, Centro Médico Interlagos, Centro Médico Lapa e Centro Médico Adolfo Pinheiro. As inaugurações fazem parte do plano de expansão da empresa, elevando para 16 o número de centros médicos da rede na Região Metropolitana de São Paulo.

A história da Medial Saúde começou em 1961, com um pequeno consultório no bairro de Moema, em São Paulo, que, dois anos mais tarde, deu lugar ao Pronto-Socorro Alvorada. Em 1967, quatro médicos transformaram o pronto-socorro em Casa de Saúde, com Ala de Emergência, Internação, Centro Cirúrgico, Obstétrico e Raio-X. Nesse mesmo ano os quatro sócios fundaram a AMA - Assistência Médica Alvorada, que se transformou em 1972 na Medial Saúde S/A, já incorporando uma rede de centros médicos, laboratórios e clínicas especializadas.

A Medial adquiriu seu primeiro hospital em 1974, em São Paulo; depois de remodelado foi denominado Hospital Infantil Alvorada e atualmente Hospital Alvorada Unidade de Reabilitação. Também em 74, iniciou a construção do Hospital e Maternidade Alvorada, conhecido como Hospital Alvorada Moema.

Em 1986 passou a fazer parte do grupo o Hospital Moderno, chamado agora de Hospital Alvorada Santo Amaro. Com a autorização de um financiamento junto ao BNDS em 1997, iniciou a ampliação do Hospital Alvorada Moema e a construção do Medical Center, inaugurado em maio de 2000.

Hoje, além dos três hospitais e treze Centros Médicos Resolutivos em São Paulo, a Medial possui filiais no Rio de Janeiro, Campinas, São Bernardo do Campo, Osasco, Sorocaba, Recife, Salvador, Brasília e Belo Horizonte. Presta atendimento em 16 estados e possui uma rede credenciada de consultórios, hospitais e clínicas em todo o Brasil. Toda essa estrutura leva qualidade de vida a muitos beneficiários por todo o País

Fonte: Diário do Comércio

Variedade de planos é o forte da Amil

A Amil é outra operadora de planos de saúde suplementar bastante conhecida no mercado. A sua origem foi a Casa de Saúde São José, que, na época de sua aquisição, em 1972, era uma pequena clínica na cidade fluminense de Duque de Caxias. Cinco anos depois já se transformava em uma das maiores maternidades privadas do Rio de Janeiro. Em seguida, foram também adquiridas as clínicas Somicol (atual Hospital de Clínicas Mario Lioni) e Santa Rita. Para administrá-las, foi criada a Empresa de Serviços Hospitalares (Esho), cuja finalidade era centralizar o controle de compras, faturamento, pessoal e tesouraria. Após algum tempo, a São José deixou de integrar o grupo, que atravessou a Baía de Guanabara e comprou a Policlínica São Sebastião, no Barreto, em Niterói, em 1976. Os recursos oriundos da Esho permitiram a criação da Amil Assistência Médica Internacional, no Rio de Janeiro, em 1978.

Além do Rio de Janeiro, a operadora atua em São Paulo, Brasília, Fortaleza e Curitiba. Em São Paulo está presente desde 1986. São cerca de 450 colaboradores, 3.555 consultórios médicos, 697 Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Tratamento, 195 hospitais e 209 clínicas especializadas.

"O Grupo Amil, formado pela Amil, Amil Resgate Saúde, Cemeds, DixAmico, Esho, Farmalife, Promarket, Rede Foccus, Sérgio Franco Medicina Diagnóstica, Supri-M e Total Care, possui mais de 2,2 milhões de clientes. Somente da Amil, são 1,4 milhão, dos quais 75% Pessoa Jurídica e 25% Pessoa Física", explica Paulo Marcos Senra Souza, assessor da presidência da empresa. Segundo ele, a Amil tem foco nas classes A e B e oferece uma grande variedade de planos, 19 no total, com várias faixas de preços.

Recentemente a Amil lançou a versão Plus do Plano Next: o principal diferencial é a rede credenciada, que foi ampliada e inclui mais hospitais e laboratório de primeira linha. O Next foi desenvolvido com o objetivo de resgatar a importância da capacidade e qualificação do corpo clínico. A Amil reuniu grandes nomes da medicina, que atuam em cada uma das especialidades, ou seja, o corpo clínico tem total apoio desses profissionais para avaliar e discutir protocolos e condutas médicas, além de acioná-los em momentos que exijam a sua participação Na versão Plus, os clientes passam a contar com o Hospital Albert Einstein e Hospital do Coração, para internações, cirurgias eletivas, e com o Laboratório Einstein.

Fonte: Diário do Comércio

Plano de saúde sobe até 9% este ano

Reajuste deve ficar próximo ao aplicado em 2006, que foi de 8,89%. Aumento vai afetar cerca de 8 milhões de pessoas com contratos assinados a partir de 1999

 Os contratos de planos de saúde individuais deverão sofrer um reajuste de no máximo 9% neste ano, podendo repetir o índice aplicado em 2006, quando a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou um aumento de 8,89%. A correção é válida para os convênios contratados por pessoas físicas a partir de 1º de janeiro de 1999, quando entrou em vigor a Lei 9.656/1998, e deve afetar pouco mais de oito milhões de consumidores em todo o País.

Essa expectativa para o reajuste é da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge). Segundo o presidente da entidade, Arlindo de Almeida, a ANS manterá neste ano o mesmo mecanismo de aplicação do aumento de 2006. Além disso, ele afirma que não houve impactos significativos no setor para justificar uma alta superior à registrada no ano anterior. ´Não acredito que o índice de aumento chegará a alcançar dois dígitos, pois a pressão do setor é semelhante à do ano passado. Portanto, o reajuste deve ficar parecido com os 8,89% autorizados em 2006.´

Nos últimos anos, o aumento dos convênios médicos pesou significativamente no bolso dos segurados. Em 2005, a alta foi de 11,69%, além dos 8,89% de 2006. A justificativa para as correções bem acima da inflação registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o avanço tecnológico da área de saúde. Segundo as empresas, todo ano o setor médico apresenta uma grande evolução, o que leva as operadoras a gastarem mais com o tratamento dos segurados.

De acordo com a Abramge, os custos hospitalares referentes a medicamentos e materiais médicos representavam 23% dos gastos totais há quatro anos. Hoje, o porcentual subiu para cerca de 40%. ´É justamente a tecnologia que encarece a conta, e isso acaba sendo repassado para os consumidores.´

O presidente da Abramge criticou ainda a forma mantida pelo governo para a aplicação das correções nos seguros médicos. Para ele, o ideal seria possibilitar a cobrança de índices diferenciados de acordo com alguns fatores, como o tamanho da empresa, a quantidade de clientes e o faturamento. ´O índice único autorizado para todas as empresas é absurdo, pois pode ser bom para algumas seguradoras, mas não para outras. Normalmente, as empresas pequenas sempre acabam sendo prejudicadas.´

A Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg) não vai se pronunciar sobre a correção dos contratos até o anúncio do índice oficial. Segundo a ANS, ainda não há uma data definida para a divulgação do porcentual, mas isso deve ocorrer no fim da segunda quinzena de maio.

COMO DEVE SER O REAJUSTE

ÍNDICE: Os planos de saúde individuais deverão sofrer correção de até 9% em maio.

CONSUMIDORES:O reajuste poderá afetar os cerca de 8 milhões de segurados que possuem este tipo de plano.

VALIDADE:O aumento terá validade de 12 meses, e será aplicado apenas aos contratos individuais assinados após 1º de janeiro de 1999.

Referência: Jornal da Tarde

Golden Cross planeja dobrar atuação no mercado paulista

Sobrevivente de uma crise quase terminal na segunda metade dos anos 1990, a Golden Cross está de volta à linha de frente do competitivo mercado de planos de saúde prometendo crescer e muito. A seguradora pretende simplesmente dobrar em dois anos sua presença no mercado paulista, seja conquistando clientes, seja comprando operadoras menores.

"O nosso mercado está de tal ordem regulamentado e administrado que, acredito, vai se concentrar. As pequenas organizações, mesmo saudáveis, vão ser compradas pelas maiores", prevê em entrevista ao Valor João Carlos Regado, desde 2000 na presidência da companhia, responsável pelo processo de reestruturação que fez a Golden Cross ressurgir das cinzas. "Somos compradores e estamos verificando esse mercado", adianta, sem dar pistas de quais serão os alvos que serão atacados.

O mercado de São Paulo representa hoje 30% da receita total de Golden Cross (R$ 1, 012 bilhão em 2006). O Rio de Janeiro, sede da empresa, responde por 40%. "Temos que concentrar pelo menos 50% do nosso faturamento em São Paulo", projeta o executivo. Seu raciocínio é simples: "O mercado do Rio está muito próximo da saturação da capacidade de compra (de planos de saúde)".

O mercado fluminense sofre, de acordo com a avaliação de Regado, tanto na vertente individual quanto na empresarial da indústria de seguro-saúde, sendo a redução nesta última, em parte, provocada pela transferência de empresas de grande porte para São Paulo. Segundo o executivo, o mercado paulista é hoje o que tem maiores perspectivas de crescimento no país. Além de São Paulo e Rio, a Golden Cross possui filiais em Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Belém e, desde o ano passado, em Vitória.

Médico de formação, Regado, que em 1991 abandonou a medicina para se concentrar na carreira de administrador, conta como operou a cirurgia que retirou a Golden Cross da falência iminente para recolocá-la na linha de frente do mercado de saúde privada. A crise, segundo ele, decorria de excesso de despesas administrativas e assistenciais (pagamento de atendimento médico, sinistro, na linguagem do mercado).

No administrativo, a empresa reduziu o quadro de empregados de 1.700 para aproximadamente 1.000 pessoas. O número de filiais caiu de 55 para 8, permanecendo exclusivamente nos focos das vendas. No campo das despesas assistenciais, segundo Regado, o volume de sinistros foi reduzido de 92% para 77% da carteira de segurados. "A empresa passou a operar com empate (entre receita e despesa), evoluindo para um pequeno lucro." Antes da reestruturação administrativa, a empresa havia passado por um saneamento financeiro, coroado pela renegociação do passivo tributário via Programa de Recuperação Fiscal (Refis).

Para revitalizar a empresa, o número de segurados em 2000 foi reduzido de 540 mil para 376 mil, já tendo crescido 510 mil nos dias atuais. Diferente de muitas das grandes seguradoras, a Golden Cross mantém o objetivo de investir em planos de saúde individuais, ao lado de planos empresariais e planos odontológicos.

Mesmo mantidos como prioritários, os planos individuais perderam espaço na carteira da seguradora, caindo de 50% para 35% do total. Regado admite que esse mercado enfrenta sérios problemas, por conta das limitações impostas às seguradoras pelas medidas de regulação, mas argumenta que ele continua e continuará existindo e que é mais inteligente buscar soluções para conquistá-lo do que deixar aos clientes potenciais apenas a opção do atendimento público.

Para os executivos da Golden Cross, a crise do seguro individual é mais profunda para as empresas que não atuavam no ramo e que entraram nesse mercado na esteira da crise da própria Golden. Segundo Regado, uma das alternativas para tornar o seguro individual mais atrativo é a empresa orientar o cliente no seu tratamento para que ele encontre uma solução mais cedo e recorra menos ao atendimento do que recorreria se ficasse erraticamente buscando um tratamento.

O resultado de todos esses esforços é que a carteira da Golden Cross tem crescido desde 2000 a uma média de 10% ao ano, tendo alcançado 12% no ano passado. O lucro de 2006 foi de R$ 19 milhões, contra um faturamento de R$ 1, 013 bilhão. Para 2007 a meta é crescer 25% na carteira de segurados e 18% no faturamento, podendo chegar a 25% pelo caminho das fusões e aquisições.

Com uma reserva técnica de R$ 200 milhões, Regado entende que a Golden Cross está preparada para novos vôos. Este ano a empresa vai investir R$ 30 milhões em marketing e R$ 12 milhões em tecnologia da informação. O maior investimento deverá ser de R$ 22 milhões para ter a exclusividade no atendimento médico dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

Fonte: Valor Econômico

Medial leva Amesp Saúde por R$ 253 milhões

A Medial Saúde anunciou ontem a aquisição da rede Amesp Saúde por R$ 253 milhões, bem como as empresas do mesmo grupo Imovesp - Administradora de Bens, Serviços e Participações, a rede de Hospitais e Maternidades Jaraguá, Iguatemi, Itacolomy I e II, Pronto Socorro Itatiaia, a rede de Centros Médicos da Amesp, o Novolab Laboratório e a Oral Pró Assistência Odontológica.
Nos últimos seis anos, a Amesp Sistema de Saúde investiu forte na mudança de processos de gestão e renovação de equipe com foco no crescimento do negócio. O resultado: Em 2005, o faturamento da empresa cresceu 38%, atingindo R $ 269 milhões. O retorno sobre investimento (ROI) - após os impostos -, chegou a 13,36%. O grupo conta hoje com mais de dois mil funcionários, 400 médicos, 450 mil clientes, 2 mil empresas e médicos credenciados.
 A Medial adquiriu também 100% das cotas da rede de laboratórios Endomed, por R$ 5,3 milhões. No final do ano passado, anunciou ainda a compra do E-Nova Odontologia, por R$ 2,1 milhões. Essas aquisições são um passo importante no processo de verticalização parcial na prestação de serviços da Medial. A meta é que até 2011 pelo menos 50% dos atendimentos sejam feitos em unidades próprias da rede. Hoje, 69% do custo médico-hospitalar da companhia vêm da rede credenciada.
Segundo Jarbas Salto, diretor de expansão da Medial, a estratégia é investir pelo menos R$ 200 milhões, até 2011, para aumentar a rede credenciada. A ampliação atende também a meta de triplicar o número de beneficiários, que hoje somam 922 mil pessoas em todo o País.
"Estamos cumprindo com as metas de expansão que prometemos na abertura de capital", diz Salto. A companhia passou a fazer parte do Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em setembro.
Em 2006, a Medial Saúde atingiu um lucro líquido de R$ 40,4 milhões, resultado 33,8% superior ao de 2005. A receita bruta da empresa chegou a R$ 1,13 bilhões, 32,3% maior que o resultado do mesmo período de comparação do ano anterior. O Ebitda chegou a R$ 63,9 milhões, o que representa uma alta de 6% em relação a 2005. A sinistralidade (custo médico) da em presa teve uma pequena alta de 2 pontos percentuais, chegando a 73,7%.
Em continuidade ao seu processo de expansão, a Medial inaugurou no mês passado quatro centros médicos na cidade de São Paulo, com investimentos de R$ 3 milhões. Agora a rede conta com 16 centros médicos, três hospitais e um pronto-socorro na Grande São Paulo, além de um hospital de alta complexidade no Distrito Federal. Os planos incluem a construção de um centro médico no Rio Janeiro.

Fonte: Gazeta Mercantil

De olho nos custos, planos investem em prevenção

Por economia, mais de cem operadoras de saúde já monitoram a saúde dos usuários - e eles saem ganhando

Adriana Dias Lopes

As operadoras de saúde começam a investir em prevenção no Brasil. De acordo com um balanço da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), pelo menos 5% delas têm ações práticas ou estão prestes a começar programas de prevenção, com rastreamento e monitoramento de doenças crônicas. O objetivo é reduzir custos com internações e cirurgias. Mas quem acaba ganhando é o consumidor - o maior investimento dos planos é no combate às doenças cardiovasculares (veja o quadro), as que mais matam no mundo.

A porcentagem de adesões a programas de prevenção pode parecer pequena, já que o País tem 2.090 planos. Mas não é. "Essas cem operadoras fazem parte dos dois grupos que, juntos, abocanham cerca de 60% dos usuários de planos", afirma Carlos Suslik, coordenador do MBA em Gestão de Saúde do Ibmec São Paulo. Trata-se de grupos de cooperativas médicas (empresas cujos donos são os próprios médicos) e operadores de medicina de grupo (que têm seus próprios hospitais e médicos).

O levantamento da ANS começou há um ano, quando a agência lançou um programa de incentivo à prevenção. A empresa que tivesse seu projeto aprovado teria uma vantagem financeira: o adiamento do prazo legal para criar uma reserva financeira.

Nem todos se beneficiariam com isso. Alguns tipos de planos já tinham esses fundos, como as seguradoras - aquelas que trabalham com sistema de reembolso. Outras não precisam ter, como as de autogestão, que oferecem seus próprios planos para os funcionários.

O número de planos com programas de prevenção começou a crescer há menos de dois anos - nos Estados Unidos, isso já ocorre há duas décadas. "Não há dúvidas de que é um bom negócio, mas a demora para o retorno financeiro ainda é um obstáculo", diz Ana Paula Cavalcante, coordenadora do programa da ANS.

Mas o que de fato está fazendo com que as operadoras apostem em prevenção é uma velha queixa delas próprias: o salto com gastos médico-hospitalares nos últimos anos. Hoje, a retirada de uma vesícula custa cerca de R$ 12 mil por causa da sofisticação do procedimento, feito por laparoscopia. Há dez anos, não sairia por mais de R$ 6 mil. Gastos com drogas quimioterápicas chegam a R$ 25 mil por mês. Há uma década, custavam R$ 8 mil.

CUSTO 30% MENOR

Nos Estados Unidos, a redução de despesas com prevenção em geral foi de 30%. No Brasil, a operadora Omint, que tem 77 mil dependentes da classe A, tem números melhores ainda. Há dois anos, a empresa criou um sistema de monitoramento da clientela. Com telefonemas e visitas, foram identificados 730 doentes crônicos - com cardiopatias, diabete e pressão alta. A partir de então, além das visitas periódicas de enfermeiras, dependendo da gravidade, a equipe passou a investigar se o paciente estava indo ao médico regularmente.

O resultado foi surpreendente. Antes de entrar no grupo de monitoramento, o número médio de internação de cada cliente era de dois por ano. "Hoje, não passa de 0,74", conta Roderick Wilson, diretor médico da Omint. A operadora passou também a investir em prevenção com o paciente grave. "Determinamos a escolha do hospital não de acordo com o preço, mas pela experiência com a doença", diz Wilson. "Quanto mais especializado, mais rápida é a alta." O tempo de internação nesses casos caiu à metade: até cinco dias.

A Amil, com 950 mil associados, identificou 90 mil deles em grupos de risco e monitora todos. Mantém ainda quatro centros de diagnóstico com foco em saúde cardiovascular e diabete, onde o paciente pode ser acompanhado de perto por uma equipe médica.

Em alguns casos, porém, os planos podem ter benefícios pagando por tratamentos em vez de investir em prevenção. O SUS é responsável por certos procedimentos de alta complexidade, os mais caros. Mas até isso vem mudando. "Antes da regulação, em 2000, os planos não precisavam pagar transplantes. Hoje, são obrigados a arcar com os de rim e córnea", diz Suslik, do Ibmec. "Mas muitos ainda empurram o paciente com HIV para serviços de referência gratuitos."

NA PONTA DO LÁPIS

60% foi o índice de redução de gastos com internações da Omint depois de investir em prevenção

33% dos planos de prevenção têm foco em doenças cardiovasculares. Em segundo lugar, programas materno e neonatal (26%)

40% foi o índice de queda no número de idas a prontos-socorros dos clientes da Amil depois de a operadora ter investido em prevenção

14% dos clientes da Amil com doenças crônicas têm pressão alta. 3% sofrem de alterações no metabolismo

Fonte: O Estado de São Paulo

Golden Cross, pela saúde do Pan 2007

A Golden Cross será a responsável pela saúde de mais de cinco mil atletas durante os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em julho. A operadora afirma que está investindo R$ 22 milhões no evento, mobilizando 1.500 profissionais, 50 ambulâncias com UTI e uma sofisticada policlínica na Vila Pan-americana, na Barra da Tijuca. "Será uma grande responsabilidade e um imenso trabalho de logística e planejamento. Somente uma empresa bem estruturada como nós teria condições de cumprir as exigências do comitê organizador do evento", afirma Cláudio Brabo, diretor comercial e de marketing da empresa.

A Golden Cross é classificada como uma empresa de medicina de grupo e possui hoje mais de 500 mil associados. A sua rede referenciada opera em praticamente todo o País. Ao todo são 1.193 hospitais, 18.451 clínicas, 1.987 laboratórios, 9.921 consultórios e cerca de 1.886 unidades de atendimento odontológico. "Estamos mais concentrados nas classes A, B e C+, dos quais 60% são contratos Pessoas Jurídicas e 40% Pessoas Físicas", comenta Brabo: "A Lei 9.656/98 de certa forma nivelou por cima o nível dos planos de saúde. O grande desafio do setor é como oferecer produtos para as classes mais baixas, respeitando as exigências da lei, mas de forma que seja economicamente viável para as operadoras".

Na opinião de Brabo, os grandes geradores de custos para as empresas de saúde suplementar são o sinistro (quando o beneficiário usa o plano, principalmente para internação, cirurgia etc.) e a administração: "Para reduzir os custos e também melhorar a qualidade dos serviços, temos investido constantemente em tecnologia. Foram mais de R$ 25 milhões gastos nos últimos quatro anos. Assim, podemos ter um controle mais apurado, seja da nossa administração, quanto dos associados, identificando e promovendo uma gestão dos doentes crônicos". Também foi montado um call center próprio para atendimento dos associados.

A Golden Cross Assistência Internacional de Saúde foi criada em junho de 1971 com cinco funcionários, em um pequeno escritório na avenida Graça Aranha, no centro do Rio de Janeiro. É o resultado de uma experiência de seu fundador, Milton Soldani Afonso, em 1962, quando fez parte da mesa diretora do Hospital Silvestre, no Rio. Na época, Milton Afonso lançou o título "Garantia de Saúde", pelo qual o associado pagava uma taxa de manutenção ao hospital, assegurando assistências médica e hospitalar à família. Um ano depois, o Garantia de Saúde começou a ser administrado pela Senasa.

No final dos anos 60, desligou-se do Hospital Silvestre e seguiu para os Estados Unidos, onde estudou a atuação das empresas de seguro de saúde daquele país. A experiência no Exterior incentivou Milton Afonso a voltar para o Brasil e criar a Golden Cross. A companhia logo ganhou destaque no País e figura hoje como uma das maiores do mercado, com cerca de mil funcionários.

Fonte: Diário do Comércio

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